21 de mar de 2013

Confissões de uma Maria.


   
Maria não precisava de mãe.
Cresceu não precisando e, talvez por isso, a mãe dela se afastou.
Ela tão menina já se bastava.
Quieta,calada,parada.
Maria gostava de estrelas...
Todos os dias, olhava para o céu, fazia um pedido ao universo
e agradecia insatisfeita.
Quando só, rodopiava pela sala buscando sonhos, lançava-se ao som
das canções, achando ela que estava só. [ e estava]
Maria tão doce mulher, porque assim se sentia, inventava sua liberdade.
Ao levantar da cama, gritava: " independência" e seguia acatando ordens.
Maria, não sabia ‘’ser’’, não sabendo que já era.
Não sabia ser de outro jeito que não fosse todos os jeitos possíveis porque era mil em uma.
Maria era fogo, era risco, era tudo ou nada!
Maria era o rascunho de si própria em papel manteiga,
por sorte decalcado por alguém com má coordenação motora. 
                                                                                 

 por vezes tão fora da linha.


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